
Neste artigo apresentaremos os 14 diagramas UML da versão 2.5, explicando de forma breve e objetiva a função de cada um, qual e quando utilizar cada um dos diagramas.
- O que são diagramas UML, e para que servem?
- Por quem, e Quando foi criada a UML?
- Diagrama de classes UML
- Diagrama de componentes UML
- Diagrama de implantação UML
- Diagrama de objetos UML
- Diagrama de pacotes UML
- Diagrama de perfil UML
- Diagrama de estrutura composta UML
- Diagrama de casos de uso UML
- Diagrama de atividades UML
- Diagrama de máquina de estado UML
- Diagrama de sequência UML
- Diagrama de comunicação UML
- Diagrama de visão geral da interação UML
- Diagrama de tempo ou diagrama temporal UML
O que são diagramas UML, e para que servem?
Se você esta iniciando sua carreira no desenvolvimento de software, ou então é um estudante de graduação em Engenharia da Software, Ciência da Computação, Sistemas para Internet entre outros cursos, com certeza você já ouviu ou ouvirá falar muito em UML.
O nome UML é o acrônimo do termo ‘Unified Modeling Language’, que em tradução literal corresponde à ‘Linguagem de Modelagem Unificada’.
Podemos resumir a UML como uma linguagem de modelagem orientada à objetos (diagramação e notação técnica), que permite através do uso de diagramas, representar todas as faces de um sistema, seus componentes, classes, objetos, comportamentos e interações.
A UML permite ainda a normatização da documentação do sistema, facilitando no futuro a manutenção corretiva e evolutiva do mesmo.
Um dos principais benefícios que seu uso proporciona é a facilidade em documentar de forma clara e precisa cenários, comportamentos complexos, reduzindo erros na interpretação da documentação de requisitos do sistema.
Por quem, e Quando foi criada a UML?
Com sua primeira versão lançada em junho de 1996, o modelo nasceu do esforço inicial de Grady Booch e James Rumbaugh, que durante os primeiros anos da década de 1990 dedicaram-se em um projeto para criar uma nova linguagem de modelagem, unificando o Object Modeling Language e o método Boock.
Na sequência, Ivar Jacobson integrou o projeto. Jacobson trouxe consigo toda a experiência e conhecimento que adquiriu enquanto desenvolvia o Objectory, na época uma revolucionária metodologia orientada a objeto, criado por ele.
Mesmo que os esforços para a criação da UML tenham iniciado em 1994, foi apenas 6 anos depois, no ano 2000, que a linguagem foi reconhecida oficialmente pelo OMG como uma linguagem padrão para orientação a objetos.
James Rumbaugh
James Rumbaugh, nascido em 1947, é um cientista da computação norte-americano, reconhecido pela participação no desenvolvimento do Unified Modeling Language (UML) e na Engenharia de Software Orientada a Objetos (OOSE).
Rumbaugh também trabalhou em projetos práticos, como o desenvolvimento de ferramentas para auxiliar na modelagem e design de software.
Seu legado no campo da engenharia de software continua a influenciar a forma como profissionais abordam e desenvolvem sistemas complexos de software.

Assim como Ivar e Grady. o engenheiro da computação americano James Rumbaugh é figurinha “marcada” no mundo da engenharia de software. Em 1994 foi sua a iniciativa que deu origem ao projeto que juntamente com Ivar e Grady criaria a Unified Modeling Language. Grady Booch
Grady Booch, nascido em 1955, é um cientista da computação americano, amplamente reconhecido por seu papel pioneiro no desenvolvimento da Engenharia de Software Orientada a Objetos.
Coautor do Unified Modeling Language (UML), Booch contribuiu significativamente para a modelagem de sistemas complexos de software.
Sua expertise e influência no campo da engenharia de software são refletidas em suas contribuições acadêmicas e práticas, consolidando-o como uma figura chave na evolução dessa disciplina.

Booch é outra das figuras que fazem parte da engenharia de software e definição de metodologias e processos. Fez grande parte de sua carreira na já inexistente Rational Software.
Além de sua participação na criação da UML, Grady também deu contribuições memoráveis para a área, como a normatização de arquiteturas de software com design patterns, e publicações sobre orientação a objetos com a linguagem Ada.Ivar Jacobson
Grady Booch, nascido em 1955, é um renomado cientista da computação americano, amplamente reconhecido por seu papel pioneiro no desenvolvimento da Engenharia de Software Orientada a Objetos.
Coautor do Unified Modeling Language (UML), Booch contribuiu significativamente para a modelagem de sistemas complexos de software.
Sua expertise e influência no campo da engenharia de software são refletidas em suas contribuições acadêmicas e práticas, consolidando-o como uma figura chave na evolução dessa disciplina.

É conhecido internacionalmente por sua brilhante contribuição na definição de processos e metodologias da engenharia de software. Por anos colaborou em empresas e projetos importantes como SDL e RUP. Foi também responsável pelo desenvolvimento
da metodologia OOSE, ainda na Objectory.Diagramas UML ainda são utilizados?
Há não muito tempo atrás, antes das metodologias de gerenciamento ágil como o Scrum dominarem as empresas de desenvolvimento de software, qualquer analista, arquiteto e desenvolvedor saberia dizer quais são os diagramas da UML, e para quê cada um deles serve.
Em empresas de desenvolvimento de sistemas de médio e grande porte, a linguagem e os diagramas da UML são utilizados frequentemente durante todo o ciclo de vida, permitindo seja, uma visão ampla de todo o sistema, quando o detalhamento de recursos, interações ou comportamentos específicos do software, ou da aplicação.
A utilização de artefatos da UML permite documentar e especificar de forma detalhada todos os aspectos de um sistema, o que à torna extremamente útil durante processos de adequação e obtenção de certificações voltadas à segurança da informação como a ISO 9001, ISO 27001, e também em certificações direcionadas à maturidade do processo de desenvolvimento de software como o MPS.BR e CMMI.
O uso dessa linguagem é também muito comum comum em cenários específicos (bancário, governamental, segurança, ferro-aero-portuário, hospitalar e energético), principalmente em projetos críticos ou de alta complexidade, que exigem toda a “liturgia da velha-guarda” e segurança que somente a UML pode proporcionar.
Quais são os 14 diagramas UML?
A linguagem de modelagem UML possui 14 diagramas, que permitem modelar as atividades e aspectos técnicos envolvidos no desenvolvimento de um software, como a especificação de requisitos de sistema, casos de uso, sequências de atividades, estrutura e relacionamento de objetos, classes e componentes.
- Diagrama de classes
- Diagrama de componentes
- Diagrama de implantação
- Diagrama de objetos
- Diagrama de pacotes
- Diagrama de perfil
- Diagrama de estrutura composta
- Diagrama de casos de uso UML
- Diagrama de atividades
- Diagrama de máquina de estado
- Diagrama de sequência
- Diagrama de comunicação
- Diagrama de visão geral da interação
- Diagrama de tempo ou diagrama temporal
Os modelos de diagramas da UML são artefatos de valor em todas as etapas de um projeto de desenvolvimento de sistema, como por exemplo na concepção e declaração de escopo do projeto, análise de negócio, levantamento de requisitos, arquitetura da solução e validação e aceite da entrega do projeto.
Nesse artigo explicaremos cada um dos 14 diagramas da UML versão 2.5, para qual finalidade e objetivo são indicados, como saber qual deles devemos utilizar durante as fases do ciclo de vida de desenvolvimento de software, e como fazer cada um deles.
Diagrama de classes UML
No desenvolvimento utilizando qualquer linguagem orientada a objetos, o entendimento e definição das classes do sistema, as operações individuais de cada classe, seus atributos e o relacionamento entre elas é fundamental.
O diagrama de classes é destinado justamente para realizar documentação referentes às classes existentes no sistema, com suas respectivas características e relacionamentos com outras classes.
Diagrama de componentes UML
Dentro da Unified Modeling Language, o diagrama de componentes (component diagram) tem como objetivo principal representar a composição estrutural de um software e a forma como ocorrem as interações entre os componentes do sistema.

O diagrama de componentes da UML é um artefato que permite detalhar e representar de forma visual a organização de funcionalidades e módulos de um sistema, facilitando assim a reutilização de componentes de maneira genérica. – FONTE/AUTOR: ALFF, F.R; 2022 No contexto desse diagrama, devemos considerar como “componente” qualquer componente de software que tenha função, identidade e interface (comunicação e execução) claramente definidas.
A utilização desse diagrama é mais comum em projetos e sistemas de grande complexidade, que possuem um legado de código volumoso e de difícil manutenção.
Diagrama de implantação UML
O desenvolvimento de um sistema não se limita apenas ao levantamento de requisitos e codificação do software. Existem outras áreas que estão diretamente relacionadas ao processo de desenvolvimento, como a forma de entrega e disponibilização, o gerenciamento de configuração, o comportamento e interação com o hardware e com a rede.
Para ilustrar e evidenciar as ocorrências nesse contexto, a UML disponibiliza o diagrama de implantação, também chamado de diagrama de instalação.

No diagrama de implantação ou instalação da UML, é possível representar todos os componentes de hardware e software que interagem com o sistema durante a operação, auxiliando na previsão dos comportamentos da aplicação. – FONTE/AUTOR: ALFF, F.R; 2022 Neste diagrama, é possível representar as interações do sistema com os chamados “nós”, que geralmente representam um hardware (equipamento físico), porém é possível também utilizá-los para representar features do próprio sistema, um sistema terceiro.
Diagrama de objetos UML
O diagrama de objetos é conhecido também como diagrama de instâncias. É muito comum confundir o diagrama de objetos com o diagrama de classes, já que estruturalmente os dois são muito similares, porém apesar da semelhança o uso de cada um tem objetivos diferentes.










